Cafeteira Italiana completa 90 anos

Popular em diversas partes do mundo, a cafeteira italiana – ou Moka Express – é um clássico método de preparo que sempre está em alta. Com variedade de tamanhos, cores e modelos, ela ganha o coração de todo apaixonado por café, além de resultar em uma bebida encorpada e repleta de notas intensas, que remete ao espresso. 

“Uma cafeteira italiana é, provavelmente, a alternativa melhor e mais barata para você beber café espresso em casa sem investir em uma máquina superautomática e em um moedor profissional. As cafeterias italianas não fazem café espresso, mas uma xícara de café forte”, escreveu o barista norueguês Tim Wendelboe, em seu livro Coffee com Tim Wendelboe.

Apesar de estar presente no cotidiano de muitas pessoas até hoje, a história do equipamento começou em 1933, quando o italiano Alfonso Bialetti, ao ver sua esposa lavando roupas, teve uma ideia revolucionária. Para lavar as roupas, a esposa de Bialetti fazia uso de uma “lessiveuse”, uma espécie de máquina de lavar da época, que consistia em uma grande panela de ferro com um tubo oco em seu interior, no centro. A água colocada juntamente com a roupa no recipiente entrava pelo tubo, na parte de baixo, e saía pela parte de cima, fazendo um bom uso dos produtos que eram colocados no processo para ajudar na limpeza das vestimentas. E porque não utilizar um sistema parecido no preparo de café?

Assim nasceu a cafeteira italiana, um método com formato octogonal que utiliza o sistema de percolação para fazer a bebida. Basta adicionar a quantidade desejada de água na parte de baixo e o pó de café na peça com microfuros (filtro) localizada no meio do equipamento. Depois de rosqueada, é só levá-la direto ao fogo baixo. Por meio do aquecimento e da pressão do vapor, a água passa pelo pó e resulta no café na parte superior, pronto para ser servido.

Em termos visuais, a cafeteira italiana é feita, tradicionalmente, de alumínio cunhado de alta resistência. Mas, hoje em dia, com a variedade de versões no mercado, é possível encontrar modelos produzidos com aço inox, por exemplo, em diferentes cores, formatos e tamanhos, que rendem de duas a 12 xícaras. Quanto ao funcionamento, uma das principais diferenças entre a original e as réplicas é a válvula de segurança patenteada pela Bialetti, que mantém o sistema interno de pressão estável na hora do preparo.

Por sua importância na história do design industrial, o método conta com exemplares expostos no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa). O modelo de aniversário da Bialetti, disponível na versão para três xícaras, foi inspirado na Doodle Art, uma vertente da Pop Art, baseada em desenhos de traços simples que se confundem com rabiscos ao estilo fun design. Sam Cox, citado no início deste texto, é um dos principais nomes deste movimento artístico, cujo conceito também estampa a bag que acompanha a nova Moka. A edição comemorativa de 90 anos pode ser encontrada no site da Café Store.

 

Com informações Revista Espresso